Projeto do NUCC

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

FACULDADE DE BIBLIOTECONOMIA E COMUNICAÇÃO

DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO 

NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO COMUNITÁRIA DA FABICO/UFRGS

 

Profa.Dra. Ilza Maria Tourinho Girardi

Acadêmicos Matheus Gonçalves de Castro e

Gabriel Slaviero Ibarra

 

Porto Alegre, 25 de abril de 2011

O papel da comunicação comunitária, neste sentido, seria o de potencializar o senso de solidariedade do grupo. Engajado nesse processo, o profissional de comunicação, munido por uma leitura crítica dos meios hegemônicos, deve agir de forma propositiva elaborando novas estratégias de comunicação, sem cair na tentação do assistencialismo-populista, do aparelhamento

partidário ou do autoritarismo técnico-político. Pode-se dizer que este arranjo é utópico. Mas a utopia não é uma força política?

                                                   (SILVA, Marco A. R. da. ECO-Pós,v.12,n.2,mai-ago 2009,p.138)

 

 

RESUMO

Apresenta o projeto do Núcleo de Comunicação Comunitária da FABICO, com sua justificativa, antecedentes, referencial teórico, objetivo e linhas de ação.Explicita a necessidade de uma área física e os equipamentos para o seu funcionamento

 

 

1 JUSTIFICATIVA

O Projeto do Núcleo de Comunicação Comunitária da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação surge de uma reivindicação de estudantes de Publicidade e Propaganda, Jornalismo e Relações Públicas, assumidas pelo Diretório Acadêmico de Comunicação, que se interessam por uma formação voltada para as demandas de comunicação dos movimentos sócio-ambientais. A grade curricular apresenta um número reduzido de disciplinas e laboratórios que podem oferecer espaços para discussão, reflexão e produção de atividades ou produtos conectados com as necessidades da cidadania, das comunidades do entorno e dos movimentos sócio-ambientais.

Assim, com a criação do Núcleo de Comunicação Comunitária pretendemos dispor de um espaço onde estudantes, professores e técnicos possam desenvolver projetos de pesquisa e extensão voltados para as comunidades interna e externa à universidade e que ao mesmo tempo acolha e subsidie as atividades de graduação.

A utopia que alimenta a proposta é a de contribuir para a ampliação da consciência social dos estudantes e demais segmentos da universidade para que esses tenham a possibilidade de incorporarem a compreensão de que a servidão voluntária é uma prática importante para um mundo em transformação.

O atual modelo de desenvolvimento, sob a justificativa da necessidade de aumentar a produtividade nos diversos setores, produzir mais energia e criar novos produtos para atender as demandas do mercado, geram os grandes impactos ambientais que estamos assistindo ou protagonizando. Tais impactos geram exclusão social, que também é o resultado da falta de vontade política de resolver os problemas de acesso à terra, à saúde,à alimentação de qualidade, à habitação, à educação, à cultura, ao lazer, entre outros.

Os avanços que têm ocorrido no Brasil são inegáveis, no entanto há um longo percurso pela frente para que cada brasileiro seja um cidadão de fato. A construção de uma democracia ocorre na medida em que a cidadania também é construída e para isso é necessário que a participação na gestão ocorra e seja estimulada. E é nesse aspecto que a comunicação tem muito a contribuir. A formação universitária não deve ignorar a urgência de preparar profissionais para atuar não somente no mercado das grandes corporações, cuja lógica de produção se baseia na exploração dos chamados “colaboradores”, respaldadas por um discurso de responsabilidade sócio-ambiental, que na prática nada tem de transformador e de geração de benefícios para todos os seres. A universidade pública tem obrigação de agir diferente.

O presente projeto está em sintonia com o Plano de Desenvolvimento Institucional da Universidade (PDI), aprovado pelo Conselho Universitário para o período 2011-2015, através da decisão 493/2010 de 03 de dezembro de 2020.  De acordo com PDI: “A excelência da educação superior traduz-se pela formação de pessoas com consciência ética, que trabalhem para uma realidade social e econômica sustentável, na perspectiva do desenvolvimento humano integral e na consolidação de uma cultura de paz. (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Plano de Desenvolvimento Institucional. Porto Alegre, 2010, p.7).

Ao referir-se à extensão, o PDI, afirma:

A extensão na Universidade tem como linhas prioritárias o desenvolvimento de programas e projetos diretamente relacionados a ensino e pesquisa, de propostas que se caracterizem como contribuição efetiva da Universidade ao seu entorno social e aos movimentos sociais organizados, e de projetos que incentivem a produção e difundam  a cultura sob a forma das mais diversas expressões culturais, artísticas e tecnológicas. (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Plano de Desenvolvimento Institucional. Porto Alegre, 2010, p.20).

O espaço a ser criado pelo Núcleo de Comunicação Comunitária estará aberto à  integração da graduação, pós-graduação, pesquisa e extensão da FABICO possibilitando parcerias com outras unidades e núcleos da Universidade, alinhando-se com o propósito de “construir coletivamente um projeto concreto de excelência acadêmica”.  (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Plano de Desenvolvimento Institucional. Porto Alegre, 2010, p.5).

Assim, como proponentes do Projeto do Núcleo de Comunicação Comunitária esperamos o seu acolhimento pela Direção e Conselho da Unidade, pois sua linha de ação está de acordo com o Plano de Desenvolvimento Institucional.

2 ANTECEDENTES

Em 1993 foi constituído o Núcleo de Comunicação Popular, a partir do I Seminário de Comunicação Popular, realizado de18 a20 de novembro, na Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação. Integrado à disciplina Projeto Experimentalem Jornalismo III:Comunidade, o seminário contou com a presença de representantes dos movimentos populares, sindicais, estudantis e partidos políticos e com o apoio da então Coordenadoria de Comunicação Social da Universidade. O evento possibilitou o estabelecimento de referenciais que orientaram as ações do Núcleo.

Conforme relatam seus criadores:

Inicialmente, tinha-se como fundamento (…) a idéia de que um Núcleo de Comunicação Popular surgido em uma Universidadenão poderia restringir-se a ações imediatas, como o mero repasse de informações, ainda que essa dimensão devesse também ser contemplada. Era preciso acrescer-lhe conteúdo formativo, oriundo das pesquisas desenvolvidas pela Universidade, em um movimento que partiria do meio acadêmico para a comunidade. Paralelamente, era necessário também estabelecer um movimento da comunidade em direção à Universidade, no sentido da explicitação dos seus desafios e imitações, bem como das diferentes metodologias adotadas por esses mesmos movimentos na superação de seus problemas e contradições. Assim, chega-se à terceira dimensão do trabalho do Núcleo, ou seja, a produção de conhecimento, que emerge da relação estabelecida coma sociedade, em que se identificam os referenciais para avaliar e reorientar as atividades do Núcleo. (SILVA, Alexandre Rocha da; COGO, Denise; GIRARDI, Ilza. Um Projeto de Comunicação Popular na UFRGS. In: Utopia & Ação, Porto Alegre, UFRGS, ano 1, nº 1, p. 92, mar 1996)

Para alcançar seus objetivos O Núcleo de Comunicação Popular desenvolveu os seguintes projetos:

a-    Assessorias: Rádio Comunitária na Vila Campos do Cristal, Rádio Comunitária de Arroio dos Ratos, Capacitação para comunicação no Assentamento de Charqueadas, Capacitaçãoem Rádio Comunitáriada Moradores da Ilha da Pintada.

b-    Divulgação: Boletim em Ação – UFRGS e Movimentos Sociais.

c-    Programas de Rádio: Sintonia da Terra, vinculado ao Projeto Trabalhador Rurais da Pró-Reitoria de Extensão, realizado em parceria com o Movimento Sem Terra e Rádio da Universidade; Fora da Ordem, com a participação dos representantes dos movimentos sociais e parceria com a Rádio da Universidade.

d-    Eventos: seminário UFRGS, Comunicação e Sociedade; curso de extensão Comunicação Sindical, integrado ao Projeto UNITRABALHO da UFRGS, promovido em parceria com o Centro de Documentação Sindical e a Federação dos Bancários.

e-    Publicações: Cadernos de Sistematização, publicação com a finalidade de sistematizar a divulgar as ações e projetos do Núcleo de Comunicação Popular.

Como demonstrado, o Núcleo desenvolveu um trabalho efetivo estabelecendo parcerias com setores da comunidade interna e externa à UFRGS. No ano de 1997, suas atividades foram interrompidas quando seus integrantes  foram fazer mestrado e doutorado e, também com o desligamento da UFRGS, de dois dos membros. A retomada das atividades ocorreu em 2000 com retorno de um dos membros do grupo, do doutorado, que passou a desenvolvê-las através da disciplina Projeto Experimental em Jornalismo III: Comunidade.

No final de 2010, iniciaram os diálogos estimulados pelo Diretório Acadêmico de Comunicação, através de seu presidente Matheus Gonçalves de Castro para a criação de um Núcleo de Comunicação Comunitária para a FABICO, conforme consta no início deste projeto.

3 REFERENCIAL TEÓRICO

As primeiras experiências de comunicação comunitária ocorrem na América Latina a partir dos anos 60 com as Comunidades Eclesiais de Base e sob a inspiração do modelo de educação dialógica e participativa proposta pelo educador Paulo Freire. Conhecidas também como comunicação alternativa, dialógica, participativa, grupal, libertadora e de resistência, tais experiências “buscam a construção de um novo modelo que supere a dimensão vertical e autoritária que caracteriza a comunicação de massa e que pressupõe a noção mecânica de comunicação como transmissão de informações de fontes ativas a receptores passivos”. (SILVA, Alexandre Rocha da; COGO, Denise; GIRARDI, Ilza. Um Projeto de Comunicação Popular na UFRGS. In: Utopia & Ação, Porto Alegre, UFRGS, ano 1, nº 1, p. 93, mar 1996).

Pesquisadores como Armand Mattelart,Luis Beltrán, Louis Althusser e Paulo Freire, denunciaram na época a existência da comunicação dominadora, manipuladora e unilateral protagonizada especialmente pela mídia corporativa.

De acordo com Luiz Beltrán,

(…) o receptor das mensagens é passivo e uma vez que nunca se lhe é dada a oportunidade adequada para atuar também como verdadeiro e livre emissor, seu papel consiste em escutar e obedecer. Tão vertical assimétrica e quase autoritária relação social constitui, (…), uma forma antidemocrática de comunicação. (BELTRÁN, Luiz Ramiro. Adeus a Aristóteles:comunicação horizontal.Comunicação e Sociedade.São Bernardo do Campo:IMS,v.3,nº6,set 1981,p.23)

Em sua obra Extensão ou Comunicação, lançado em 1969, no Chile, Paulo Freire denunciou as estruturas dominantes ao analisar o trabalho do engenheiro agrônomo extensionista, que olhava o agricultor como objeto vazio que precisava ser preenchido com os conhecimentos sobre as inovações agrícolas, para, ao adotá-las, tornar-se moderno. O tipo de relação que se estabelecia entre eles não incluía a comunicação dialógica. Para o educador:

(…) a tendência do extensionismo é cair facilmente no uso de técnicas de propaganda, de persuasão, no vasto setor que vem sendo chamado de meios de comunicação de massas.

Em última análise meios de comunicados às massas, através de cujas técnicas as massas são conduzidas e manipuladas, e, por isso mesmo, não se encontram comprometidas num processo educativo-libertador. (FREIRE, 1977, p.73)

Vários outros autores se dedicaram à reflexão sobre a importância de uma  comunicação alternativa para a construção da cidadania. De acordo com BERGER (1996) “(…) a outra comunicação busca transformar a comunicação de massa para que as classes e os grupos dominados tomem a palavra e alcancem uma sociedade mais justa”.

É necessário examinar o termo ‘comunitário’, pois ele tem sido empregado para referir-se a diferentes processos comunicacionais, desde aqueles produzidos pelo povo até experiências realizadas pela mídia comercial.

De acordo com  PERUZZO:

A comunicação popular foi também denominada de alternativa, participativa, participatória, horizontal, comunitária, dialógica e radical, dependendo do lugar social, do tipo de prática em questão e da percepção dos estudiosos. Porém, o sentido político é o mesmo, ou seja, o fato de tratar-se de uma forma de expressão de segmentos empobrecidos da população, mas em processo de mobilização visando suprir suas necessidades de sobrevivência e de participação política com vistas a estabelecer a justiça social. No entanto, desde o final do século passado passou-se a empregar mais sistematicamente, no Brasil, a expressãocomunicação comunitária para designar este mesmo tipo de comunicação, ou seja, seu sentido menos politizado. (PERUZZO, 2009,p.47)

Como afirma PERUZZO (2009), a comunicação comunitária em algumas vezes confunde-se  com a comunicação popular em sua fase original e,ao mesmo tempo, constrói outros significados, desconectando-se inclusive dos  movimentos sociais.

Historicamente o adjetivo popular denotou tratar-se de “comunicação do povo”, feita por ele e para ele, por meio de suas organizações e movimentos emancipatórios visando à transformação das estruturas opressivas e condições desumanas de sobrevivência. (PERUZZO, 2009,p.48)

Nos últimos anos tais experiências comunicacionais se multiplicaram, através jornais e rádios comunitários, por exemplo, que passam a ser produzidos  por associações e Organizações não-Governamentais  “que desenvolvem projetos coletivos de desenvolvimento social por meio da comunicação – muitos dos quais com propósitos similares àqueles antes encabeçados por movimentos populares”. (PERUZZO, 2009,p.51)

Assim, podemos observar que “[…] a comunicação comunitária recorre a princípios da comunicação popular, podendo haver certa distinção entre uma experiência e outra, segundo as características de cada situação. (PERUZZO, 2009,p.55). O que marca a comunicação comunitária é a existência de relações comunitárias com comunhão de identidades, reciprocidade de interesses, senso de cooperação, sentimento de pertença e vínculos duradouros entre seus membros.

O interesse pela comunicação alternativa, com suas diversas nomenclaturas e  pelo próprio jornalismo alternativo e /ou comunitário, através de grupos que se organizam, sinaliza o interesse da cidadania em intervir nos sistemas multiplicadores de desigualdades.

Nesse contexto o Núcleo de Comunicação Comunitária da FABICO nasce com o potencial de contribuir tanto na produção de conhecimentos como na capacitação de comunidades para assumirem o protagonismo da comunicação, além de prestar  assessoria de comunicação a organizações do movimento sócio-ambiental.

4 OBJETIVO

Criar um espaço de reflexão, de produção de conhecimentos e exercício de produção de novas linguagens e mídias conectadas com as demandas dos movimentos sócio-ambientais.

5 PROJETOS

 

5.1 Projeto de Extensão NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO COMUNITÁRIA DA FABICO, com solicitação de dois bolsistas (Gabriel Slaviero Ibarra e Matheus Gonçalves de Castro)

5.1.1 Comunicação Comunitária na Vila Planetário com a criação de um Centro Cultural

5.1.2 Guerrilha Multimídia com a documentação com fotos e vídeo do Salto de Yucumãn, no Rio Uruguai, nos municípios de Alecrim, Porto Mauá e Novo Machado antes da instalação da Barragem Usina Panambi.

5.2  Projeto de Extensão JORNALISMO COMUNITÁRIO, em parceria com a Rádio Ipanema Comunitária, com a solicitação de uma bolsista (Ana Lúcia Mohr)

5.3 Criação de uma rádio Comunitária para a Associação dos Amigos da Rua Jacinto Gomes. A viabilização da rádio está sendo estudada por um grupo de estudantes da disciplina Jornalismo Comunitário

5.4.Campanha Recicle Seu Óleo – www.napianao.wordpress.com  A idéia é incentivar e valorizar iniciativas como esta e ressaltar a importância de formar e valorizar comunicadores comprometidos com estes assuntos.

5.5 Assessoria de comunicação para projetos sociais e ambientais: Prestar assessoria de comunicação a Empreendimentos da Economia Popular Solidária vinculadas à ITCP – UFRGS ( Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da UFRGS);  Cooperativa dos Estudantes da UFRGS – COOPEUFRGS; associações comunitárias, como a Associação Comunitária Vila Planetário; ONGs; sindicatos; movimentos sociais e entidades de base.

2.2. Apoio e realização de palestras, encontros, eventos e iniciativas engajadas e inovadoras, tais como:

a- Terça Ecológica, organizada pelo Núcleo de  Ecojornalistas-RS (NEJ);

b- Encontro Nacional da Rede Univesitária de Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares;

c- Simpósio Internacional de Extensão Universitária em Economia Solidária.

d- Semana Acadêmica da Comunicação da UFRGS;

e-  Rádios Comunitárias;

f- Inclusão Digital e capacitação para utilização de ferramentas de comunicação.;

g- Projeto Cinelagem – Circuito de filmes relevantes para construção de conhecimento em comunicação e cidadania.

6 DISCIPLINA ASSOCIADA

Jornalismo Comunitário.

Outras disciplinas poderão ter uma programação vinculada ao Núcleo, como por exemplo, Laboratório de Comunicação Sócio-Ambiental.

Exemplo positivo é o  da Prof. Tânia Silva de Almeida, que fez com que seus alunos da cadeira “Gestão Mercadológica” , na avaliação final, elaborassem um planejamento de comunicação para o “Contraponto. Espaço de Comercialização Solidária –www.neaufrgs.wordpress.com/contraponto”, no lugar de realizarem avaliações baseadas em “cases” fictícios.

 

7- EQUIPE IDEAL

Professores orientadores; dois técnicos e cinco bolsistas e voluntários

 

8. ESPAÇO FÍSICO NECESSÁRIO

– Uma sala com espaço para, no mínimo, três mesas de computador e uma mesa de reunião para 10 pessoas.

9. EQUIPAMENTO NECESSÁRIO.

– Três computadores, equipados com software para edição de áudio, imagem e vídeo.

– Uma Filmadora

– Uma máquina fotográfica

– Um gravador de voz

– Um projetor

– Um armário com chave

– Uma mesa para reuniões ( para dez pessoas)

– Três mesas para computador

– Uma impressora-scanner

– Telefone

10 PARCEIROS

a) Núcleo de Ecojornalistas do RS,

b) Núcleo de Economia Alternativa da UFRGS

c) ITCP-UFRGS – Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da UFRGS

d) Rádio Comunitária “Amigos da Rua Jacinto Gomes”

e) Cursinho Resgate – Curso Pré-Vestibular Comunitário

f) Coopeufrgs – Cooperativa dos Estudantes da UFRGS

g) DACOM  – Diretório Acadêmico da Comunicação –UFRGS

h)

11. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esperamos que o presente projeto seja aprovado pela Direção da Faculdade de Biblioteconomia  e Comunicação da UFRGS, pois ele se enquadra no espírito do nosso tempo quando as ações de cunho comunitário têm sido mencionadas e estimuladas para a mudança de rumos da humanidade. Acreditamos que precisamos de ações solidárias, que redescubram o valor do cooperativismo, que façam inclusão e justiça social, que enfim, contribuam com a construção de um mundo sustentável, respeitando o direito à vida de todos os seres.

O presente projeto é uma pequena parte de ações no mesmo sentido que se desenvolvem nos diferentes continentes.Sabemos que a comunicação não faz milagres, mas ela tem o potencial de estimular a participação política através de processos dialógicos que permitam ao cidadão se sentir empoderado para integrar coletivos para a gestão de sua comunidade e de instâncias administrativas mais amplas.

REFERÊNCIAS

 

BELTRÁN, Luiz Ramiro. Adeus a Aristóteles:comunicação horizontal.Comunicação e Sociedade.São Bernardo do Campo:IMS,v.3,nº6,set 1981.

BERGER, Christa. A comunicação emergente:popular e/ou alternativa no Brasil. Texto Mimeografado. Apud: SILVA, Alexandre Rocha da; COGO, Denise; GIRARDI, Ilza. Um Projeto de Comunicação Popular na UFRGS. In: Utopia & Ação, Porto Alegre, UFRGS, ano 1, nº 1, p. 92, mar 1996

FREIRE, Paulo. Comunicação ou extensão? 10.ed. Rio de Janeiro:Paz e Terra, 1977.93p.

PERUZZO,Cicília. Conceitos de comunicação popular, alternativa e comunitária revisitados e as reelaborações no setor. ECO-Pós,v.12,n.2,mai-ago 2009, p.46-61

SILVA, Alexandre Rocha da; COGO, Denise; GIRARDI, Ilza. Um Projeto de Comunicação Popular na UFRGS. In: Utopia & Ação, Porto Alegre, UFRGS, ano 1, nº 1, p. 92, mar 1996.

SILVA, Marco A. R. da.Entrevista. ECO-Pós,v.12,n.2,mai-ago 2009,p.138-149

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Plano de Desenvolvimento Institucional. Porto Alegre, 2010, p.5).

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