Comunicação Comunitária e Extensão: Desafios e Possibilidades

Sem Título-2

Artigo de caráter analítico-reflexivo apresentado na IX Conferência Brasileira de Mídia Cidadã por Ilza Maria Tourinho Girardi, Ângela Camana e Débora Gallas Steigleder. Pensa a comunicação comunitária no contexto da extensão universitária.
Discute o papel da comunicação na construção de uma sociedade mais justa. A partir de Peruzzo (2002, 2007), Gentilli (2002), entre outros, reflete sobre a posição das rádios comunitárias frente a uma sociedade mediatizada. Apresenta a historia do Núcleo de Comunicação Comunitária (NUCC) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, os desafios enfrentados para atingir os objetivos propostos, bem como as possibilidades de trabalho que se revelam.

Veja o artigo na integra clicando no segui

nte link: https://nuccufrgs.files.wordpress.com/2013/08/girardi_camana_steigleder.pdf

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Ficha de Leitura “Sete teses equivocadas sobre comunidade e comunicação comunitária”

Ficha de Leitura – Por Matheus Gonçalves de Castro

  1. “Sete teses equivocadas sobre comunidade e comunicação comunitária”, por PALACIOS, Marcos Silva no periódico Comunicação & política. Rio de Janeiro. Vol. 9, n. 11 (abr./jun. 1990), p. 103-110

1.1. Primeira Tese : “A consolidação do Capitalismo Industrial assinala o fim da ideia de comunidade”

1.1.1.        (p. 104) “No século XIX (…) Em muitas esferas do pensamento, os laços comunitários – reais ou imaginários, tradicionais ou construídos – passam a formar a imagem da boa sociedade. Comunidade torna-se o meio para denotar a legitimidade de associações tão diversas quanto o Estado, a Igreja, os sindicatos, profissionais e cooperativos” (NISBET, RA The Sociological tradition. London, Heinemann Educational Books.)

1.1.2.        (p. 104 e105) ”Nos séculos XVII e XVIII, a  idéia secular de lei natural marca profundamente as preocupações filosóficas do período e orienta os esforços no sentido de se chegar a um entendimento do funcionamento da ordem social.  (…) As instituições eram concebidas como projeções de sentimentos fixos e inatos ao homem. Vontade, consentimento e contrato eram os termos-chaves na visão de sociedade, em termos de lei natural.

1.1.3.        (p.105)“O pensamento social do século XIX vai inverter essas ideias, postulando a prioridade da comunidade, da tradição e do status em relação às ideias abstratas e de livre vontade, racionalidade e contrato.”
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Ficha de leitura do Livro A LÓGICA DO CAPITAL INFORMAÇÃO de Marcos Dantas

Ficha de leitura do Livro “A LÓGICA DO CAPITAL INFORMAÇÃO: A fragmentação dos monopólios e a monopolização dos fragmentos num mundo de comunicações globais”de Marcos Dantas.

  1. 1.       Uma utopia democrática.

Nas décadas de 1910 e 1920, nos EUA, qualquer um poderia transmitir via rádio. Bastava comprar componentes no varejo e ler revistas especializadas (Flychy, 1991). Bertold Brecht formulou a “teoria do rádio”, propondo que todos cidadãos tivessem sua própria forma de emitir e receber informações, constituindo uma “assembléia popular permanente” (Negt, 1980), ou – segundo conceito posterior de Habermass (1986) – uma “esfera pública cidadã”. Ideia resgatada por Simon Nora e Alain Minc (1978), percebendo que as redes de computadores poderiam criar relações não mediatizadas por aparelhos sociais de representação, cunharam o termo “ágora informacional”.

Independente do modelo político-econômico adotado pelas diferentes sociedades industriais ao longo do século XX, os meios sociotécnicos de comunicação tornaram-se instrumentos de poder e de conformação ideológica dos povos. A ideia do rádio como canal de interação dialógica entre sujeitos autônomos e dotados das próprias razões desapareceu diante de outra que fez do rádio e demais meios tornaram-se instrumentos básicos de hegemonia: aparelhos ideológicos de estado. Continuar lendo

Nota sobre palestra de Carlos Augusto Locateli, dia 13-06-2011, na Fabico – UFRGS

Nota sobre palestra de Carlos Augusto Locateli, dia 13-06-2011, na Fabico – UFRGS

por Matheus G. De Castro

Cadeira de Comunicação e Política – Prof. Maria Helena Weber

Tanto pela pouca citação nas discussões sobre democracia quanto pela sua relevância, dentre os pontos abordados pelo palestrante, um chamou-me mais a atenção. Normalmente procuramos discorrer sobre a ausência de democracia nas inúmeras instâncias da nossa convivência em sociedade, mas poucas vezes lembramos de ir além (dos problemas gerados pela falta de democracia) e problematizar o assunto. Afinal, quais são os desafios da democracia?

Locateli nos lembra que “um dos maiores desafios da democracia não é atender as demandas das maiorias, mas sim a das minorias”.

Dentre as minorias, no Brasil, podemos citar os homossexuais, os índios, os sem-teto os usuários de drogas ilícitas, de sistemas de saúde mental, etc.

O interesse das minorias deve ser avaliado, pensado e tratado com igual respeito.

Se as decisões forem tomadas unicamente pensando-se nas demandas da maioria o  interesse das minorias pode não ser avaliado em primeiro plano.

A grande distinção que precisamos compreender e tratar com claridade é que nem tudo decidido por uma maioria é democrático.

O nazismo na Alemanha e o governo militar no Brasil eram apoiados pela maioria da população. Isso é o mais aterrorizador das catástrofes praticadas coletivamente.

Fica o questionamento: quais mecanismos são pensados e desenvolvidos para solucionar esse tipo de desafio?

Foucaut e as relações de poder

A clássica posição de Clausewitz, de que “a guerra é continuação da política por outros meios”, seria, assim, invertida, podendo-se afirmar “que a política é a guerra prolongada por outros meios”[MP, p. 176], inversão que implicaria, para Foucault, três afirmações.

1.) “Que as relações de poder nas sociedades atuais têm essencialmente por base uma relação de força estabelecida, em um momento historicamente determinável, na guerra e pela guerra. E se é verdade que o poder político acaba a guerra, tenta impor a paz na sociedade civil, não é para suspender os efeitos da guerra ou neutralizar os desequilíbrios que se manifestaram na batalha final, mas para reinscrever perpetuamente estas relações de força, através de uma espécie de guerra silenciosa, nas instituições e nas desigualdades econômicas, na linguagem e até no corpo dos indivíduos. A política é a sanção e a reprodução do desequilíbrio das forças manifestadas na guerra.”

2.) “Que, no interior desta ‘paz civil’, as lutas políticas, os confrontos a respeito do poder, com o poder e pelo poder, as modificações das relações de força em um sistema político, tudo isto deve ser interpretado apenas como continuações da guerra, como episódios, fragmentações, deslocamentos da própria guerra. Sempre se escreve a história da guerra, mesmo quando se escreve a história da paz e de suas instituições.”

3.) “Que a decisão final só pode vir da guerra, de uma prova de força em que as armas deverão ser os juizes. O final da política seria a última batalha, isto é, só a última batalha suspenderia finalmente o exercício do poder como guerra prolongada.” [Ibid.]

Confira o artigo de Felipe Correa completo em:

http://www.estrategiaeanalise.com.br/ler02.php?idsecao=e8f5052b88f4fae04d7907bf58ac7778&&idtitulo=cc426bd7cb3eeb7cd40b91d600917f0d