Repúdio aos abusos na operação Ph.D

Dia 9 de dezembro professores e servidores da UFRGS foram conduzidos coercitivamente e presos preventivamente na operação Ph.D. Porém a condução coercitiva, segundo a legislação, só pode ocorrer quando há solicitação prévia de depoimento e o solicitado não comparece, o que não foi o caso. Além do abuso de autoridade, houve um “linchamento” midiático, onde profissionais da comunicação fizeram vezes de promotores e juízes. Não estamos aqui advogando em favor de ninguém especificamente, mas sim em defesa do legítimo estado democrático de direito, onde as regras devem ser respeitadas e a mídia e seus profissionais devem agir com ética. E se as pessoas em questão forem julgadas e consideradas inocentes, haverá retratação da mídia com a mesma intensidade que houve na divulgação de seus nomes como suspeitos? Como se dará, nesse caso, a reconstrução da integridade dos profissionais?

A Associação Nacional de Pós-Graduandos emitiu nota afirmando que “todos esses atores estiveram nas gestões do Ministério da Saúde nos governos Lula e Dilma e tiveram inegável protagonismo em importantes conquistas nas áreas de educação em saúde e na constituição de políticas públicas para o SUS. Também vinham denunciando incansavelmente os retrocessos do governo Temer nas áreas da saúde e social. Acreditamos que este fato se manifesta como ataque e tentativa de criminalização de movimentos sociais defensores do Sistema Único de Saúde e de intelectuais de referência na elaboração de políticas públicas para o SUS, único sistema de saúde mundial universal para mais de 100 milhões de pessoas.”

Colegas dos profissionais que atuam na Equipe de Trabalhadores e Colaboradores do Núcleo de Educação, Avaliação e Produção Pedagógica em Saúde – EducaSaúde, também se manifestaram afirmando que acreditam “na presunção da inocência e nos princípios constitucionais, bem como na seriedade dos profissionais envolvidos (…) Pouco sabemos dos motivos do inquérito, mas Independentemente dos resultados obtidos com a investigação, lamentamos demais a forma como a imprensa tratou o tema. Carregando de juízo e dando como certo o que ainda se encontra sob investigação, não demonstrou preocupação ética com um possível injusto esfacelamento da reputação dos envolvidos, e de órgãos tão preocupados com o fortalecimento e eficiência do Sistema Único de Saúde. Não há como não pensar em tal espetacularização midiática como conveniente para aqueles que não acreditam no SUS, neste momento em que está previsto um congelamento nos investimentos em saúde.”

Por tudo citado acima, repudiamos os abusos cometidos e nos solidarizamos com as vítimas.

NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO COMUNITÁRIA DA UFRGS

Confira na integra a nota do EducaSaúde:
https://www.facebook.com/EducaSaude/posts/1353236108039972:0
Nota da ANPG na integra:
http://www.anpg.org.br/anpg-se-solidariza-com-pesquisadores-conduzidos-coercitivamente-pela-operacao-ph-d/
INTERTEXTO

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

Bertold Brecht

 

Sul 21 divulga matéria sobre o descaso dos jornais gaúchos com a morte de Magda Renner

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Magda Renner, conhecida como uma das pioneiras da ecologia, faleceu na terça-feira da semana passada, dia 11 de outubro. Com Gisela Castro, Hilda Zimmermann e outros seguidores de José Lutzenberger, a ecologista saía às ruas em manifestações e enfrentava os interesses de multinacionais e grandes empresas que se apropriavam da Amazônia.

Suas ações renderam manchetes que foram destaques nas empresas de comunicação. No entanto, como expõe André Pereira – jornalista responsável pela matéria do Sul 21 em questão -, a sua morte teve pouca repercussão em três dos principais jornais do estado: o Correio do Povo não noticiou, o Jornal do Comércio publicou em rodapé de três colunas e a Zero Hora a reduziu a uma amazona “capitaneada” por José Lutzenberger.

Leia a matéria completa em: http://www.sul21.com.br/jornal/a-coragem-alheia-de-magda-que-o-jornalismo-tanto-usou-ou-o-insulto-a-memoria-das-pioneiras-ecologistas-do-rs/

 

PGR realiza audiência sobre Rádios Comunitárias

No dia 6 de Outubro aconteceu a Audiência Pública Rádios Comunitárias – Desafios e Perspectiva, realizada pela Procuradoria Federal dos Direitos dos Cidadãos e pelo Ministério Público Federal, no auditório da Procuradoria Regional da República da 4ª Região (PRR4), em Porto Alegre. O evento, coordenado pelo Grupo de Trabalho Comunicação Social da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), reuniu representantes de organizações da sociedade civil, do poder público e de entidades do setor para discutir desafios e as perspectivas no campo da radiodifusão comunitária. Estiveram presentes, enquanto painelistas, representantes do Comitê Gaúcho do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), da Associação Gaúcha de Radiodifusão Comunitária (ABRAÇO-RS), da Anatel, da PRR4 e do GT supracitado.

Foram levantados os problemas históricos enfrentados pelo movimento de rádios comunitárias, como a criminalização, a incoerência das leias do setor, a desproporcionalidade de tratamento e velocidade (quando comparado aos processos que envolvem rádios comerciais) e o dano causado à toda sociedade e à própria democracia nacional (pois sem democracia na comunicação, não existe democracia no país). A criação do GT foi vista como positiva pelos movimentos e entidades, porém a ausência do Ministério das Comunicações e da Polícia Federal foram lamentadas pelos presentes. Um novo encontro será realizado em uma das regionais da ABRAÇO-RS ainda este ano.

Confira a matéria realizada pelo MPF em: http://www.mpf.mp.br/regiao4/sala-de-imprensa/noticias-r4/problemas-enfrentados-por-radios-comunitarias-no-rs-sao-discutidos-em-audiencia-publica

Matheus Castro, do Núcleo de Comunicação Comunitária da UFRGS.

Audiência Pública sobre rádios comunitárias ocorre em 6 de outubro

 

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Com o tema “Rádios Comunitárias: desafios e perspectivas”, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal, promove audiência pública na próxima quinta-feira, dia 6 de outubro, em Porto Alegre.  O diálogo ocorre das 14h às 18h no auditório da Procuradoria Regional da República na 4ª Região, localizada na Rua Otávio Francisco Caruso da Rocha, número 800, no bairro Praia de Belas. Para mais informações, acesse:  https://audienciapublicaradioscomunitarias.wordpress.com/.

 

O quê: Audiência Pública Rádios Comunitárias – Desafios e Perspectivas
Quando: 6 de outubro de 2016, de 14h às 18h
Onde: auditório da Procuradoria Regional da República na 4ª Região, localizada na Rua Otávio Francisco Caruso da Rocha, 800, Bairro Praia de Belas, Porto Alegre/RS.